Sexta-feira, 24 de Janeiro de 2020

14/01/2020 09:43:12
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“Dona Cida” há mais de meio século vendendo pipocas em Santa Bárbara

Não se sabe ao certo a origem da pipoca. Nos Estados Unidos, a pipoca já era vendida em feiras e parques já no século XIX. No Brasil não se tem registros na sua chegada, mas acredita-se que seja por volta do final do século XIX.

Pipoca ou popoca (no Pará também chamada pororoca) é um prato feito a partir de uma variedade especial de milho, o milho-pipoca, que estoura quando aquecido.

"Pipoca" originou-se do termo tupi pï'poka, "estalando a pele", formado pela junção de pira (pele) e poka (estourar). "Pororoca" originou-se do termo tupi poro'roka, gerúndio de poro'rog, "estrondar".

Mas aqui em Santa Bárbara d’Oeste, dona Aparecida “Cida pipoqueira”  está há mais de meio século na praça central vendendo o produto. Conta que chegou por aqui no ano de 1969, mas antes disso já havia trabalhado vendendo pipoca com seu pai em Indaiatuba e Capivari.

Nesses mais de 50 anos atuando no Município viu a cidade e a praça central passar por diversas transformações. Lembra do coreto, do clube dos engraxates, dos dois cinemas “Santa Rosa” e “Cine Santa Bárbara” - cinema do padre como era conhecido. “Tudo era muito diferente do que é hoje”, disse entre uma venda e outra com seu carrinho todo personalizado que fica agora na esquina do calçadão da rua Santa Bárbara com a Prudente de Moraes.

“Quando fui ter uma de minhas filhas, o trabalho de parto iniciou quando eu estava aqui trabalhando. Era noite de carnaval e naquela época havia desfile de escolas de samba pelas ruas do centro. Eu já estava prevendo isso e trouxe minha bolsa com as roupas que iria precisar. E foi o que aconteceu, logo comecei a sentir dores e tive que largar tudo e correr para o hospital”, comentou Cida durante entrevista ao lado das filhas.

“Hoje a concorrência é muito grande, mas a pipoca ainda é  muito procurada por crianças e adultos” , citou a vendedora.

Em seu carrinho, além das pipocas doce ou salgada, também pode ser encontrado outros itens como alguns brinquedos e bexigas. Foi a solução que encontrou para diversificar as vendas e atrair a atenção, principalmente das crianças.

A pipoca por aqui, como em outras partes do mundo, se tornou muito popular e se uso deixou de ser o de um alimento quase diário para se tornar num petisco ou guloseima. Nas salas de cinemas então é imprescindível e, para muitos, ela não pode faltar, mesmo com o alto preço geralmente cobrado nesses locais. Muitos frequentadores, adultos e principalmente as crianças, compram grandes baldes personalizados com temas do filme em cartaz para comer durante a exibição.

“Dona Cida” é a única no momento a vender o produto na área central, já que os irmãos dona Odayr e Seo Célio de Oliveira, que trabalhavam ao lado do Correio, agora vende pipoca em sua casa na Rua João Lino, 26.

 

DIA NACIONAL DA PIPOCA

O Dia da Pipoca no Brasil é comemorado no dia 11 de março. Nos Estados Unidos, a data escolhida é o dia 19 de janeiro.

Foto: Adão Rebequi
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